
Equipa operacional de Busca e Salvamento.
Encontrar uma pessoa desaparecida não é sorte ou fruto do acaso. Todo o trabalho assenta na base de um bom planeamento que permite colocar os meios correctos no local certo (de maior probabilidade), tornando a busca mais rápida e eficiente.
Encontrada Srª desaparecida 2012.01.15

Encontrado Vivo 2012.01.14

Sintra 14 de Janeiro: Encontrado vivo Sr. de 70 anos com demência, desaparecido desde 12 de Janeiro.
Teste FASE I - 4.Dez.2011


As Provas de Fase pretendem avaliar se o Binómio Guia/Cão está preparado e com o treino consolidado para ambos passarem para a fase seguinte do programa de formação da BARC.
Na prova de FASE I:
Em condições gerais, a vítima está dentro de um quadrado com 40x40mts numa área tipo bosque. Após enviar o cão, o guia não lhe pode dar mais nenhuma indicação até este ter feito a marcação, podendo, no entanto, redireccionar o cão uma vez, se este sair da área de busca mas mantiver a conduta de busca.
O guia terá acesso prévio à área de busca para poder avaliar o vento e estabelecer a estratégia, mas o cão deve ficar em área de repouso até ao início do exercício.
Para se propor a um teste de fase, o binómio terá de já ter realizado em ambiente de treino pelo menos 3 exercícios em 4, em que tenha cumprido os mesmos critérios aplicados no teste ao qual se candidata. Assim, demonstram (guia e cão) ter consistência de treino suficiente para fazerem a prova com sucesso.
O guia tem também de demonstrar ter estabelecido com o cão as rotinas de activação para a busca, alguma obediência, algum controlo e direcionabilidade, saber ler e interpretar a sinalética do cão e ter estabelecido um sistema de recompensa. Deve também entender a teoria da propagação do odor transportado pelo vento e elaborar uma estratégia para a busca, escolhendo o melhor local para enviar o cão, de forma a que a busca seja o mais fácil possível.
Relativamente ao cão, este tem de demonstrar motivação, autonomia e "focus", mantendo a conduta de busca até encontrar a vítima. A marcação da vítima deve ser clara e independente do guia, devendo o cão manter a marcação até o guia chegar à vítima, podendo então ser recompensado.
As Provas de Fase permitem que o guia tenha consciência do progresso ao longo do treino e também que reconheça pontos menos bons que deverá treinar. Servem também de motivação para outros binómios e para todos os elementos da BARC, que de uma forma ou de outra ajudaram no treino dos binómios em teste. O sucesso destes binómios representa para nós uma vitória de toda a equipa!
Parabéns aos binómios Pipa/Guay e Cláudia/LB por passarem à Fase II e também a todos os BARCers!!!
Teoria 2 "O Perfil"

Como vimos no post anterior, se eu, a partir de um determinado ponto, atirar uma agulha para um palheiro e depois a procurar com um detector de metais, ao fim de mil repetições fazendo um estudo estatístico de onde encontrei a agulha, é possível prever onde no palheiro é mais provável encontrar a 1001ª agulha que lançar.
Mas se não for só eu a lançar a agulha? Vamos supor que convidamos 1 jogador de basebol, uma criança de 4 anos e um idoso com 85 anos a lançar a agulha do mesmo ponto. Depois de fazermos o tal estudo sobre onde caíram as agulhas de cada um, verificaríamos que haveria diferenças quanto ao local mais provável de encontrar as agulhas de cada lançador com características diferentes. Assim, podemos concluir que as características pessoais do lançador determinam, por exemplo, a distância a que é mais provável encontrar a agulha a partir do ponto de lançamento.
Desta forma, podemos avaliar a importância da recolha de dados para estabelecer o perfil, pois trata-se da 1ª premissa do nosso problema de busca e é com esta informação que o coordenador da busca faz o plano inicial de busca. Acontece, por vezes, a vítima "mudar" de perfil durante a busca por terem sido adicionadas novas informações e tal facto pode fazer mudar a estratégia de busca (muitas vezes radicalmente).
O perfil da pessoa que procuramos pode dar-nos informação muito útil, como a distância provável ao ponto de partida, as características da área para onde se perde, quanto tempo temos para encontrar a vítima viva, etc.
Em baixo podemos ver quadros estatísticos agrupados por perfil (Koester).
Dá para observar diferenças, quer na distância provável ao PLS (Point Last Seen - ponto onde vítima foi vista a última vez), quer no tipo de local que estes perfis aqui representados "escolhem" para se perder.
Publicamos também a folha de "Questionário de Perfil" elaborada e utilizada pela BARC, para que possa ser usada e melhorada por outras equipas de busca e salvamento.

Teoria 1 " Estatística a magia de prever o futuro"
Através do estudo de casos passados de um determinado fenómeno, conseguimos prever o desfecho desse mesmo fenómeno, no futuro, se em iguais condições.
No nosso dia-a-dia utilizamos essa mesma lógica, mesmo quando utilizamos o senso comum. Por exemplo: quando saímos de casa e o céu está nublado levamos o guarda chuva porque prevemos que vai chover. Isto, porque muitas vezes no passado quando o céu esteve nublado, choveu. Mas algumas vezes acontece não chover e levámos o guarda-chuva para nada. Se tivéssemos feito um estudo científico de todas as condições daquele dia, como fazem os meteorologistas, teríamos uma previsão mais precisa. Mas, para isso, é necessário agrupar as variáveis que podem influenciar o facto de chover ou não, recolher dados sobre um elevado número de dias possíveis e fazer um tratamento estatístico dos dados para poder fazer a previsão.
Do mesmo modo, aplicando a poderosa ferramenta, que é a estatístia, ao estudo dos casos passados de pessoas desaparecidas, conseguimos prever o comportamento provável dos que se irão perder, a área onde é mais provável encontrá-los e o desfecho provável do caso. Este é um método científico que, embora não seja totalmente infalível, é a forma mais séria de utilizar as probabilidades para prever o futuro. Quanto maior for o número de casos estudados, maior a precisão estatística e, como tal, maior a eficácia desta nossa máquina de prever o futuro.
A informação mais pertinente que esta máquina nos vai fornecer será (i) a distância percorrida pela pessoa desaparecida, tendo como referência o último ponto onde esteve, e (ii) quais as áreas tipo onde há maior probabilidade da pessoa ser encontrada.
Esta informação será utilizada pelo coordenador da busca, de forma a poder estabelecer prioridades e atribuir os meios que tem ao seu dispôr, para que a pessoa desaparecida possa ser encontrada o mais depressa possível.
Pretende-se pois procurar no local mais provável de encontrar, uma vez que as vítimas estão, na maior parte das vezes, fragilizadas e a busca é uma corrida contra o tempo.
Podemos encontrar a informação estatística em bases de dados para incidentes de pessoas desaparecidas. Como em Portugal não temos conhecimento de existirem estudos sobre esta matéria, a BARC utiliza a informação de 2 fontes: a "International Search & Rescue Database" (ISRID) - 50.000 casos recolhidos em vários países - e a base do "Center for Search Resarch" UK - cerca de 5.000. Embora as diferenças culturais de clima e topográficas sejam importantes, foram estas bases que estão disponíveis que nos pareceram mais adequadas à nossa realidade.
Links uteis:
- http://www.dbs-sar.com/ Robert Koester ISRID
- http://www.seachresarch.org.uk/ UK Missing Person Behavior Study (actualizado para 2011)
Encontrado Vivo 2011.10.19

Foi encontrado vivo, cerca das 18h30 de dia 19 de Outubro, um Sr. de 75 anos que sofre de esquizofrenia e que havia desaparecido há 3 dias da instituição na qual estava internado. O Sr. que foi encontrado por um dos guias da BARC, estava aparentemente bem, sofrendo ferimentos ligeiros e foi assistido no local pela aquipa de enfermagem da Casa de Saúde do Telhal.
Teoria 0 (zero)
A BARC tem um acordo com Deus: Ele faz milagres e nós procuramos pessoas desaparecidas!
Decidimos iniciar uma série de posts com a teoria que utilizamos para procurar pessoas desaparecidas. Esta teoria não fomos nós que inventámos. Fomos procurar conhecimento a autores reconhecidos internacionalmente e a equipas de cães de busca em grandes áreas, que consideramos com qualidade pelos serviços já prestados (ficam links no fim deste post).
Estes posts têm como objectivo dar a conhecer a nossa forma de "buscar" e também de treinar a todos os interessados, elementos da BARC, outras equipas de busca e público em geral, de forma a que todos tenhamos acesso a conceitos inerentes à metodologia que usamos e falemos a mesma linguagem.
Este será o post zero, com o título Teoria, e que será seguido de outros com conceitos e metodologia. Esperamos que surjam dúvidas, comentários e contributos para que todos possamos melhorar nesta actividade apaixonante da busca e salvamento com cães.
BARC
Jorge
Links interessantes:
- http://www.searchresearch.org.uk/
- http://www.sarworld.org/
- http://re-search.org.uk/
- http://www.dbs-sar.com/
- http://www.sarda.org.uk/
- lowland search dogs
- http://www.nasar.org/
Busca de Porto Salvo 2011.08.13
2011.08.13 - 16h
UCR-RSB Lisboa Inovação e Coragem
A UCR-RSB Lisboa, uma das equipas oficiais da ANPC e já com um historial considerável, promove uma iniciativa inovadora, abrindo as portas da sua casa. Com o objectivo de se dar a conhecer e também conhecer, convida outras equipas a treinar no seu campo de escombros em Chelas.
A criação de laços de confiança entre os intervenientes em situações de catástrofe é essencial. Os treinos conjuntos são de facto a actividade mais enriquecedora para que esta confiança nasça e cresça.
Em termos técnicos, os "escombros-escola" da UCR são excelentes, com uma cuidadosa elaboraçao dos problemas mais frequentes na busca em escombros. Isto permite fazer uma evolução cuidadosa e controlada do cão e guia na sua formação.
De salientar a coragem e honestidade da UCR ao pedir a elementos de outras equipas convidadas para participarem nas suas provas de avaliação interna, mostrando os critérios e o bom trabalho desenvolvido por esta equipa. De louvar também a motivaçao e dedicaçao de todos os seus elementos!
A repetir sempre que possível!!!!!
Parabéns! Forte Abraço da BARC!!!
Escoteiros de Carcavelos




Hoje, dia 9/7 treinámos com os Escoteiros de Carcavelos.
Uma actividade conjunta que pretende por um lado mostrar aos pequenos escoteiros o trabalho dos Cães de Busca e Salvamento e por outro habituar os cães a que as crianças são vítimas válidas e divertidas. A "alcateia" de escoteiros contagiou todos com o seu entusiasmo, coragem e interesse.
A actividade desenvolveu-se no formato de uma competição saudável entre 2 equipas, fazendo alternadamente os papéis de Guias e de "vítimas". Ganhou a equipa que foi mais rápida a encontrar a totalidade das vítimas, mas no fundo ficámos todos a ganhar com a experiência.
Da parte dos cães participaram: Happy, Puré, Ximpa, Flecha, Guay, Ben, Scully e Inca.
Até à proxima!! Obrigado a todos!!
Abraço!
BARC
A Norte tudo de BOM!
Este 1º fim de semana de Julho estivemos no Norte a treinar com o Paulo Leite da GOBS K9 e com o Grupo de Rescate com Perros de Colindres.
Foram 2 noites e 2 dias preenchidos com buscas em estruturas colapsadas, com exercícios muito interessantes, numa área fabulosa. Deu para acampar perto dos escombros e sair para a área 3x ao dia. Uma cadência que nos deixou a todos entusiasmados, cães e guias.
A repetir sempre que possível, não só pela qualidade dos exercícios mas também pelo convívio e companheirismo que reinou este fim de semana.
Abraço a todos!
BARC
Busca da Várzea de Sintra 2011.06.27
O dispositivo de Busca contou com a participação dos B.V. Sintra, B.V. Colares e também com a Brigada cinotécnica da GNR. A coordenação da Busca ficou a cargo da GNR e colaboraram ainda a BARC e a ARC.
O início da busca com cães iniciou-se cerca das 17h de 2ª feira, tendo esta terminado cerca da meia noite. A localização do idoso foi feita por um dos cães da GNR , sendo este encontrado já sem vida dentro de um poço.
A destacar a estreia do binómio Rui/Vortex, que estiveram muito seguros e fizeram um óptimo trabalho nas áreas que lhes foram atribuídas.
Abraço
Jorge
BARCers - O Presente
Devido à nossa falta de habilidade na comunicaçao, deixámos de dizer no post "BARC - O Futuro" algumas coisas importantes que esperamos poder corrigir com este post.
1º Vamos continuar a treinar e a intervir em Grandes Áreas e estamos empenhados e motivados, como sempre estivemos, na Busca e Salvamento com Cães.
2º O post "BARC - O Futuro" pretendia despertar consciências, nomeadamente das pessoas e entidades que poderiam fazer alguma coisa mais, mas não o fazem!
3º E mais importante, gostaríamos de agradecer àqueles que nos têm apoiado e que vamos passar a nomear por ordem aleatória:
Eng. José Nunes (Ambitrena/Recifemetal), Vet. Luís Cruz (Clínica Veterinária das Larangeiras), Sérgio Morais (Protecção Civil de Torres Vedras), Pedro Mendes (Protecção Civil de Ferreira do Zêzere), Steven Dunn, Ricardo Mourato (BMFaro), Alex (BREC-Coimbra), Alex e todos los CASAGA (Galiza), Paulo (GOBS-K9), Ricardo Rocha e todos os da UCR-RSBL, Paulo Mendes&Martins (UCRP), ECRA, Pedro (BVSintra), ARC-Sintra, JP&Sá (GOC-UEP), Sérgio&Carla, Rato&Bebas, Nélia&Nuno, Samir, Vanessa, Rio, Bruno-Chimpa, Rui-Vortex...
Se me tiver esquecido de alguém por favor digam, pois gostaria muito de acrescentar a esta lista.
Todas estas pessoas e entidades ao longo da existência da BARC deram e continuam a dar o seu melhor para que seja possível realizar o projecto BARC. Para nós são VERDADEIROS BARCers e estão sempre PRESENTES no nosso coração!!!!!
Um Forte Abraço a Todos
Jorge
ECRA - Algarve
Este fim de semana fomos treinar com a ECRA - Equipa Cães de Resgate do Algarve, nossa "irmã", constituída unicamente por voluntários com enorme dedicação. Com esta equipa civil iniciámos a nossa formação em 2006, tendo aprendido e treinado com a ECRA sempre que nos foi possível.
Fizemos um treino de escombros no Sábado, num matadouro que sofreu um incêndio, e no Domingo fizemos Grandes Áreas numa aldeia abandonada na Serra.
Abraço
BARC



